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Polícia começa a investigar golpe do falso cadastro habitacional

Crime foi alertado pelo deputado federal Paulão; suspeitos prometiam facilitação em programa federal e recebiam valores de forma ilícita

Por Tribuna Hoje com assessoria 28/01/2026 08h45 - Atualizado em 28/01/2026 10h41
Polícia começa a investigar golpe do falso cadastro habitacional
Suspeito cobrava valores supostamente referentes à entrega de chaves de apartamentos no bairro Santa Amélia - Foto: Edilson Omena

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), por meio da Delegacia de Estelionatos, começou investigar o golpe do falso cadastro habitacional. O caso envolve indivíduos suspeitos de aplicar golpes contra pessoas sob o pretexto de influenciar órgãos municipais responsáveis pela distribuição de unidades de um projeto habitacional do Governo Federal.

O crime foi denunciado pelo deputado federal Paulão (PT/AL) no último domingo, em matéria divulgada no portal Tribuna Hoje. O parlamentar informou que recebeu denúncias de que moradores de Maceió estão sendo vítimas do golpe do falso cadastro habitacional e informou que iria acionar o Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública Federal. “As autoridades competentes precisam apurar essas denúncias com rigor”, afirmou o deputado.

Paulão destacou ainda que os golpistas neste caso devem ser processados na forma de lei e responder pelos crimes cometidos, considerando o fato de esses indivíduos estarem se aproveitando de pessoas e famílias, muitas vezes em situação de vulnerabilidade. “É inadmissível que pessoas de má-fé, golpistas, se aproveitem da vulnerabilidade de famílias, principalmente daquelas que mais precisam e sonham com o direito a casa própria. O golpe denunciado é crime e deve ser combatido com seriedade e firmeza”, disse Paulão.

O deputado recebeu as denúncia por meio de relatos publicados nas redes sociais, indicando que um homem identificado como Franklin, que se passava por funcionário da Secretaria Municipal de Habitação, teria aplicado golpes em diversas pessoas. Ele cobrava valores supostamente referentes à entrega de chaves de apartamentos no bairro Santa Amélia.

De acordo com os depoimentos, o esquema envolvia cobranças entre R$ 2.600 e R$ 3.000, utilizando a credibilidade do serviço público como disfarce.

Várias pessoas vinculadas ao Programa Minha Casa, Minha Vida acabaram sendo enganadas, só descobrindo o golpe ao perceberem que não tinham direito aos imóveis que haviam sido garantidos pelo suspeito.

Segundo o delegado Dalberth Pinheiro, ao longo da semana chegaram ao conhecimento da unidade policial informações sobre a atuação de pessoas que recebiam valores de forma ilícita, prometendo facilitação no acesso ao programa habitacional (Foto: Reprodução)

A INVESTIGAÇÃO

De acordo com o delegado Dalberth Pinheiro, titular da Delegacia de Estelionatos, ao longo da semana chegaram ao conhecimento da unidade policial informações sobre a atuação de pessoas que recebiam valores de forma ilícita, prometendo facilitação no acesso ao programa habitacional.

As apurações apontam que os suspeitos agiam de forma isolada, com grupos distintos de vítimas. Apesar das investigações ainda estarem em fase inicial, a Polícia Civil ressalta que não há indícios de participação de servidores públicos dos órgãos municipais de habitação no esquema criminoso.

“O que existe são indivíduos que se aproveitam da expectativa das pessoas, recebendo quantias sob o falso argumento de influência junto aos órgãos públicos, sem que qualquer tipo de interferência seja realmente realizada”, destacou o delegado. A inexistência dessa suposta influência é comprovada pelo fato de que nenhuma das vítimas que realizou transferências ou depósitos foi contemplada pelo projeto habitacional.

As investigações seguem em andamento e novas informações serão divulgadas oportunamente. A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham sofrido prejuízo patrimonial semelhante procurem a sede da Delegacia de Estelionatos, localizada no bairro de Jatiúca, para registrar boletim de ocorrência.

A colaboração das vítimas é fundamental para a identificação dos autores, responsabilização criminal e possível recuperação dos valores subtraídos.